A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste, por meio da Secretaria de Educação, foi contemplada, neste mês, com o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). O reconhecimento faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ).
O selo tem como objetivo valorizar as secretarias de Educação que se destacam por implementar políticas, programas e ações voltadas à formação de profissionais da educação para a aplicação da legislação que torna obrigatória a inclusão da história e cultura afro-brasileira, africana, indígena e quilombola no currículo escolar.
Santa Bárbara d’Oeste foi um dos municípios selecionados por atender aos critérios estabelecidos, entre eles a adesão à PNEERQ, participação no Diagnóstico Equidade e o desenvolvimento de diversas ações voltadas à equidade racial na rede municipal de ensino.
Entre as iniciativas que contribuíram para a conquista estão o Projeto Jaê – Educação para Equidade, a produção do Glossário do Letramento Racial, a realização de rodas de leitura com literatura negra, além de formações continuadas, palestras, encontros formativos e a elaboração do Documento de Orientações para casos de racismo e discriminação racial, que está sendo implementado nas escolas do município a partir deste ano.
Segundo a secretária de Educação, Tânia Mara da Silva, o reconhecimento é fruto de um trabalho contínuo e comprometido com a inclusão e valorização da diversidade.
“Essa honraria reforça a relevância do trabalho que estamos realizando para promover uma educação mais inclusiva e equitativa em Santa Bárbara d’Oeste. O histórico de formação continuada no Ensino das Relações Étnico-Raciais foi um dos fatores determinantes para essa conquista”, afirmou Tânia.
Quem foi Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva
O selo homenageia a professora doutora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, referência nacional na luta contra o racismo e na promoção de uma educação inclusiva no Brasil. Nascida em 1942, em Porto Alegre, foi relatora do parecer que regulamenta a Lei 10.639/03 e participou da elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Ao longo de sua trajetória, foi agraciada com importantes títulos, como Doutora Honoris Causa pela UFRGS e Professora Emérita da UFSCar.


Relacionadas
Escolinha de vôlei feminino tem inscrições abertas para aulas gratuitas em Americana
Prefeitura conclui campanha de trânsito na volta às aulas com ações em duas escolas
Idoso, Onça-Pintada do Parque Ecológico de Americana é diagnosticado com artrose