Ex-prefeito por quatro mandatos, se vivo, completaria ontem (07) 104 anos
“Encerrada a gestão de Antonio Pinto Duarte, em 1951, o político foi sucedido por Jorge Arbix (1952-1955), Abrahim Abraham (1956-1959), Cid de Azevedo Marques (1960-1963) e Jairo de Azevedo (1964) no comando da Prefeitura de Americana. Após o Golpe de 64, e já sob o regime ditatorial, assumiram o cargo João Batista de Oliveira Romano (1964-1968), Javert Galassi (1968) e novamente João Romano (1968-1969). Abdo Najar viria a ser o primeiro prefeito eleito pelo voto durante a Ditadura Militar e permaneceu no cargo de 1969 a 1973.
Seu sucessor foi o jovem engenheiro Ralph Biasi (MDB) de apenas 24 anos à época que governou a cidade de 1974 a 1977, substituído em seguida por Waldemar Tebaldi, que pelo MDB em 1977, daria início a sua era política no município. O médico natural de Araras (51 km distante de Americana), administrou a cidade pela primeira vez até 1982. Deixou a cadeira para Carrol Meneghel (MDB) que, em meio ao processo que resultou no fim da Ditadura e retomada da democracia, teve o mandato estendido e ficou à frente do Paço Municipal de 1983 a 1988.
A dinastia construída em 3 partidos
Tebaldi retomaria o comando da cidade por voto popular em 1989, já pelo PT (logo deixaria a legenda rumo ao PDT), e só o deixou pelo período de um mandato (1992-1996) quando Americana ficou sob o governo do também médico Frederico Polo Müller (MDB). O principal líder histórico do PDT municipal e seguidor do modelo político de Leonel Brizola, reassumiu o Paço Municipal em 1997 pelo Partido Democrático Trabalhista e lá permaneceu até 2003, quando afastou-se em função de problemas de saúde. Não antes de fazer história mais uma vez como o primeiro prefeito reeleito da cidade.
Tebaldi sonhou um mundo melhor, sonhou uma Americana do tamanho de nossa gente. Altiva, promissora, acolhedora, zelosa, e acima de tudo humana. Olhou para nosso povo. Cuidou da nossa gente e deu vida digna para os americanenses. Lembro-me com saudade das lições desse grande homem. Ele costumava me dizer: “O povo precisa de uma casa para morar, de uma boa educação, de uma boa saúde e de emprego, o resto Mentor, dizia ele, o povo corre atrás.”Com essa simplicidade de pensamento Tebaldi criou bairros, deu um lar a milhares de pessoas, construiu os CIEPS, escolas de período integral, postos médicos e o nosso Hospital Municipal. Fez muitas obras, mas nunca sem esquecer-se de cuidar, com zelo e carinho das pessoas. Por isso mesmo se tornou um mito em Americana e referência administrativa e política.”
O prestígio de Tebaldi não é consenso entre todos, nos dias atuais ele seria considerado de esquerda. Certa feita num registro espontâneo o empresário e ex-vereador Oswaldo Nogueira disse que Tebaldi errou quando rejeitou a vinda da Unilever por entender que ela geraria poluição. Hoje a indústria é a maior contribuidora de impostos em Valinhos.
Opinião JA


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